23 julho 2007

"A música moçambicana está prostituída" - Opinião


"Não pude deixar de comentar a este teu post, meu malandro favorito. Li atentamente tudo o que aqui foi escrito, encontrei retalhos do que é a realidade musical (e não só) do nosso belo e pobre país. Tão permissivo e por isso tão abusivo.
Um misto de preconceito minimista e castrador se abate no “olhar” de quem escreveu este e-mail. Acho que o nosso país é suficientemente “adulto” para aceitar no seu espaço cultural uma enorme diversidade de ritmos, sons, vozes e composições de quem se propõe a traze-las a público (sejam eles “prostituidos” como aqui se refere ou “puros”). Somos livres de gostar, ou não. Somos livres de aceitar ou não.
Este e-mail coloca rótulos a estes e aqueles... acho isso pouco correcto (ponto de vista pessoal). Isso sim, é feio e limitador. Cada um é o que é. Em vez de criticarmos negativamente, porque não ousar em propor alternativas? Por que não parar de procurar encontrar a tão ansiada “arte castradora” do qual não a reconheço como arte? Já dizia Kant que a arte é uma manifestação com uma finalidade sem fim.... sendo assim porque impor limites ao que nasce livre como é o caso do tipo de arte aqui referenciada?
Vamos lá curtir e deixar curtir... Tanto problema maior e estamos aqui preocupados com a indumentária da Bling e os charutos do Mc. Eles estão a viver e a vender Cds, mesmo assim hehehe. Que tal tentarmos fazer o mesmo?
Bjs meus"

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