23 julho 2007

Géneros


“Masculinidade e feminilidade não são géneros sociais que são produzidos simplesmente por homens e por mulheres, com cada um executando seus géneros sociais apropriados: homens executando a masculinidade, e mulheres executando a feminilidade. Há sempre cruzamentos, há sempre mulheres que executam a masculinidade e homens que executam a feminilidade.

Assim sendo o género que nós chamamos de masculino tem sido produzido tanto por homens quanto por mulheres.(…)

Uma questão importante é a de quais seriam as diferenças entre a masculinidade masculina e a masculinidade feminina. Às vezes essa diferença não é perceptível. Por exemplo, um transgenero -alguém que nasceu fêmea mas que vive agora o papel social como um homem-pode não ter na superfície a aparência diferente de um homem. Mas o fato dessa pessoa ter uma história dentro de um um corpo de fêmea faz toda a diferença no mundo (…)

Há diferenças muito, muito profundas como o fato de que a masculinidade feminina é um tipo de género periférico, um género de minoria e que não tem o peso do poder político e do poder social atrás dele. Assim, a masculinidade masculina é o que nós nos chamamos de género dominante, enquanto a masculinidade feminina é um género minoritário.(…)”

- Judith Halberstam, teorista de géneros, na conversa com directora Gabriel Baur, para o filme “Venus Boyz“.

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