Páginas

23 julho 2008

Posso te ter mais uma vez?


Se foi esta tua vontade ao acordares... Aceita-se. O reencontro de um caso é admitir que a separação modificou os parceiros.

Não duvido que amores terminem por estresse, e não pela ausência de autenticidade e sintonia.

Cansaço mesmo, exaustão psicológica, forçamos conversas que não rendem, cobramos o que não desejamos, rodamos o novelo do ciúme por insegurança. O fim é um momento de um casal, não a sua constante. Um momento sublimado.

Desviamos as dificuldades para a relação, esquecendo que ela é igualmente frágil e é capaz de arrebentar.

Quem está por perto sofrerá mais do que aquele que está longe. O "marido" e a "mulher" são pára-raios dos nossos problemas. Ferir, ser ferido, mas, em compensação, cuidar e ser cuidado. Se o curativo não surge, fica a mágoa e a culpa por essa veia aberta (que não sangra) dentro das palavras.

Negar a aprendizagem é não acolher quem amas. Isso tem outro nome: orgulho. Teu coração já decidiu e vá em frente. Perceba o que estou aconselhando, o que estou a opinar: vá em frente! (Porque, se os conselhos fossem bons vendia-se).

Não tentes corrigir o que aconteceu de errado no passado, remediar ou fazer com que ele entenda que tinhas razão. Dessa forma, as zangas retornarão com o entusiasmo da ruptura. A dor ama repetir-se.

O que acabou, acabou. É uma nova relação, um novo caso.

Nem todos têm a possibilidade de retomar uma convivência. Trata-se de uma primeira chance, não de uma segunda ou terceira.

Ressuscitar é passar por uma morte. Não exija uma vida perfeita, não ouse apagar as feridas, sequer mexa nelas.

A memória se acomoda sozinha, ela vai encontrar um jeito de dormir, ainda que sentada.

Apresente-se novamente ao seu amor: "Muito prazer, sou teu Doce, e estou louca de tesão por ti... quero-te sempre"... Ele Vai aceitar... tenho certeza.

1 comentário:

Ly disse...

Concerteza...um sussurro