09 janeiro 2008

As paqueras dos outros gajos...


Vocês acham que as gajas detestam ser chamadas de "gostosas", na rua, de serem alvo de olhares atrevidos e maliciosos? Errado!!!

As gajas não irão (algumas, hoje em dia...) se envolver com nenhum desses homens, manterão distância, não aceitarão sequer a conclusão do convite, mas qualquer chamado sonoro de um estranho fará recuperar a estima e se sentirem bem mais magras do que um pão árabe.

Existem gajos que trabalham secretamente para os namorados e maridos. Estes gajos, renovam o sentido erótico adormecido, nas gajas. Fazem suar as mais incrédulas, borrifam de sensualidade as mais cépticas, frígidas e pessimistas. Interrompem o juízo final, anulam o fim do casamento, resolvem dívidas e tranquilizam a nudez. Estes gajos, até supõem que têm alguma chance, mas não estão seduzindo, estão uivando. Confesso, que alguns destes, conseguem algo, com as mais levianas

Entretanto, o efeito de seus apelos indecentes reconduzirá as gajas a reavivar o espelho e se reconciliar com a lycra.

"Ô gostosa" tem o mesmo resultado de um ácido glicólico.
"Tesuda" penetra na pele como retinol.

Os desaforos de rua são cremes caros e instantâneos. Recuperam cinco anos em questão de dez segundos. O que são as plásticas perto de um elogio safado?

Beleza não é beleza sem antes receber a condecoração do trânsito.

Quando abordadas, as gajas aceleram o passo e atrasam os ouvidos. Lançam o corpo para frente e a audição para trás. Permanecem avançando por discrição. Fazem de conta que não ouviram. A situação é esta: não podem parar, querem e não podem, seria corresponder à grosseria. Resta reconstituir a soma das letras seguindo adiante.

Estes gajos, teriam grandes chances de vencer concursos de soletração: "Que bun-da!"
Estes gajos, abrem a boca ao vento, gritam sem esconder o rosto e a identidade.
São terroristas do corpo. Dizem palavrões aos pés das senhoras e senhoritas, putas e virgens, mal prevendo que perderam a chance de conquista com o palavreado.

As gajas, vítimas dos assobios e insinuações voltam a casa com irreconhecível orgulho. Não contarão nada do que aconteceu aos seus namorados, maridos, amantes... sempre ciumentos, sempre defensivos, sempre educados. Seus amores não entenderiam as contradições do sexo.

Se compreendessem, agradeceriam as paqueras, aos assobios e aos palavreados dos gajos, nos bares, nas ruas, nos muros que empurram o time feminino ao ataque.

1 comentário:

bodhi disse...

do it to me one more time, baby.
don't speak your language, but love the pictures!!