30 novembro 2007

"A independência e a liberdade do povo moçambicano"


"Vivemos em um país em que nossos governantes são saqueadores da coisa pública, num país onde o Estado já não tem um património público. Tudo é dos governantes, é dos partidos ou dos empresários que também são homens provenientes do poder. Quantas pessoas conseguem perceber o discurso falacioso dos nossos dirigentes? Quantas pessoas conseguem criticar as estatísticas apresentadas pelo Banco Mundial e pelo FMI, quantas pessoas realmente se importam? Quem se importa? Quantas pessoas realmente se preocupam em que o povo saiba a verdade? Os jornais, a televisão, as rádios, os activistas ou os políticos? Que jornal se importa? A puxa saco do poder? O jornal que é vendido para um povo que ganha cerca de 60 USD mês e tem que alimentar 5 pessoas? Que rádio se importa? A que tem emissões em português para um universo de entre 10 a 15 milhões de pessoas que não entendem o português ou não conseguem captar porque não tem um receptor ou vivem em áreas com ruído? Que televisão? A que só é captada nas cidades e também só em português? Que activistas? Que de dia são das ONGs e a noite são do Partido? Que políticos? Que dirigentes? A verdade é que, o povo não conhece a verdade e sem a verdade é falacioso afirmar que o povo está livre ou é independente, porque só a verdade pode libertar. A verdade seja dita, até que o povo tenha a capacidade de perceber qual é a política interna e externa do seu país ele não será livre. A liberdade é uma conquista, mas uma conquista que só pode ser conseguida se o povo tiver acesso a educação e a informação. E parece que ninguém está interessado em garantir isso ao povo." - Custódio Duma

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