05 novembro 2007

Casamento...


Casamento é o sacrifício que os homens fazem p’ra ter sexo, e sexo é o sacrifício que as mulheres fazem p’ra ter casamento. - alguém

Sou como Prince. Amo música e mulheres. "- Ah, mulheres, mulheres". Se ao menos eu tivesse uma... Minha pontuação com mulheres é muito parecida com a minha conta bancária: ridícula. Na minha idade já devia ter brincado o há p’ra se brincar, ter pontuado o há p’ra se pontuar, devia planear me casar mas...

Embora eu ache a união de duas pessoas (de sexos opostos, claro) para constituir família algo importante, não só p’ras pessoas envolvidas mas p’ra sociedade no geral, o casamento p’ra mim tá fora de cogito (até porque é preciso ter alguém, p’ra começar). Mas às vezes penso nisso, principalmente quando alguém toca no assunto.

O outro dia ‘tava a ouvir casamento de Mahel, taza ver, e voltei a pensar na cena. O q percebi dessa canção é q basicamente o indivíduo estava a se lamentar por o seu casamento ter colapsado. Penso que a ideia central da letra, embora não tenha a certeza (vocês sabem como as letras de Mahel são patetas), é q tudo é muito bonito no início mas depois d’algum tempo, o lar torna-se um verdadeiro estado de sítio. Verdade, só q no caso de Mahel o tempo bonito foi por sinal muito curto. Mas não é de Mahel que quero falar.

Como já disse, casar não tá nos meus planos, não só pela minha trágica situação financeira (q é algo q pode mudar), mas é q não tenho tido lá grandes exemplos a seguir: sou filho de pais separados. Meus primos são filhos de pais separados. Muitos dos meus amigos são filhos de pais separados. E essas separações (ou divórcios) não foram (nem costumam ser) nada amigáveis. Essas são as minhas estatísticas, então o papo de “cada caso é um caso” p’ra mim não serve.
Como eu disse no início, eu até aprecio a importância do casamento na estruturação da sociedade. Sim, um indivíduo que cresceu num lar estável tem menos chances de sair pelas ruas a assaltar gente e cenas assim. Mas a experiência mostra q a instituição do matrimónio tá na rota da falência (principalmente nos dias d’hoje).

O que me leva a perguntar: porque raio a gente se casa então?

Tem que haver uma forma de a gente criar nossos putos como deve ser, sem termos que suportar a mesma gaja por anos e anos, pá! Nós homens (nós africanos principalmente) precisamos de variedade em nossas vidas! Legalizem a poligamia... se faxavor!

O celibatário não presta mas não acredito no casamento. Não nos moldes convencionais. Mas talvez me case em nome do ... sexo. E também p’ra ter um par de fedelhos p’ra me passarem cheques quando eu estiver gagá.

Senhoras, o que é que dizem?

Texto originalmente escrito e publicado no Sangue Moz

1 comentário:

Diva disse...

Respondo… não na qualidade de “senhora” pk essas conheço-as poucas :))

Não posso deixar de concordar com o que aqui tá escrito… afinal fiquei de boca aberta por uns segundos interminaveis, seguidos por um sorriso bué cumplice.

Não sou o melhor exemplo p falar em casamento, mas não sou totalmente descrente do assunto… ainda acho que o casamento como quase tudo na nossa sociedade está em decadência tanto pelos valores, como pelos motivos pelos quais nos casamos. Mas… casar é bom pessoal, nem que seja pela experiência lol. Acordar juntinho, roubar o lençol a noite, partilhar discussões básicas, e depois…experimentar o “até que a morte nos separe” ou melhor…” até que o divorcio nos separe” hehehe.

Tudo na vida são escolhas que remetem a renuncias…O casamento não é diferente! Cada um escolhe o que é melhor para si…
Bjs meus