04 setembro 2006

Parceiro ideal...

É interessante perceber que, apesar de tanta independência feminina, de tanta liberdade masculina, de tanto "ficar" e auto-suficiência, ambos, homem e mulher, aspiram a encontrar alguém muito especial. Essa característica humana tão antiga de esperar pelo par ideal, por alguém que seja sua "alma gêmea", pela "outra metade" ou pelo amor que nunca acaba, ainda permanece nos dias de hoje.


Mais cedo ou mais tarde, as "noitadas" cansam, o variar de parceiros já não satisfaz, o crescimento profissional não supre a falta de alguém que acompanhe nossos passos e divida nossos momentos...


O desejo de compartilhar a vida com alguém pode ser uma decisão muito rica e gratificante, se for feita com maturidade, mas, por outro lado, pode trazer grandes frustrações, se for feita pelo medo de ficar só, pela vontade de encontrar alguém rico(a), alguém formado(a), com uma posição social alta, pela vontade de ser cuidado(a) pelo outro ou de querer viver uma completude de felicidade sempre sonhada e muitas vezes idealizada, fruto de uma infância repleta de carências e ausência de amor.


A vida é uma caixinha de surpresas. Nós não deveríamos nos esquecer disso. Quanto mais carentes somos de um parceiro, quanto mais o idealizamos a fim de que atenda a nossas expectativas, mais longe estaremos de o(a) encontrar.

"Quem tem muita sede não escolhe água" e quem idealiza não vê a realidade...

O parceiro ideal não é um ser perfeito, é limitado como nós, tem uma história e também tem desejos e medos. O parceiro ideal deve ser real...


Quando a fantasia termina, é comum haver lamentações sobre não se ter sorte no amor ou sobre ninguém querer ter um relacionamento sério, mas será que havia realmente disponibilidade para se envolver com alguém, ou o que existia era uma forte necessidade de solucionar uma falta, encontrar talvez um novo pai ou mãe que dessem o que não nos foi dado na infância, alguém que pagasse as nossas contas, alguém que nos desse o que não tivemos e/ou não temos?


Tudo é possível... Mas, com certeza, o parceiro ideal não existe. É uma busca fadada ao insucesso.

Melhor seria se, desde cedo, buscássemos pelo parceiro real, apoiados na verdade da vida e conscientes das fragilidades humanas. Escolheríamos melhor, com certeza, e os relacionamentos durariam mais...


Os parceiros ideais não são perfeitos, são maduros. O texto, de Mário Quintana, "Até que a morte nos separe" é uma leitura que eu recomendo. A maturidade dos parceiros é inteligentemente abordada pelo autor.


E, para achar o parceiro real? O que deveria ser usado como pista? Acredito que, fazendo parte dos atrativos, deve haver flexibilidade, capacidade de perdoar, humildade em reconhecer as próprias falhas, clareza quanto ao que se deseja do outro e quanto ao que se oferece para a relação, e uma enorme vontade de aprender a amar, principalmente quando a paixão termina...


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