14 novembro 2008

Fantasias Especializadas

Todo homem tem uma fantasia sexual especializada. Escondia, até em segredo, se preferirem, refinada, alimentando o pressentimento de quem um dia será presenteado com sua realização. Tara da infância que foi adiada e assumiu uma proporção épica de expectativa. Afinal, ninguém esquece o que nunca conseguiu fazer. São anos ruminando em segredo, aperfeiçoando o filme, armando desenlaces. A aspiração pode atravessar um, dois, três casamentos e animar mais a velhice do que um bom jogo de cartas.

Minha ambição é pelas tenistas. Insultado de paixão pelas vestimentas mínimas e despojadas. A mini-saia e meia brancas e a t-shirt fina. O arrebatamento pelas posições acidentais, quando apanha uma bolinha e entreabre suas coxas para a claridade da pista de saibro. Ou quando se esparrama na cadeira, exausta, a tomar água nos intervalos dos jogos, e engole mais do que sua boca permite, criando um riacho entre os seios. Ou nos seus pulos de esforço, a pele bronzeada, as canelas esticadas ao máximo e o vento secando o suor das roupas.

A tenista é uma teeneger adulta. O internato dos meus devaneios. Não há problema em aguardar. Não vou aprender a jogar ténis e perder a fantasia.

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