11 julho 2007

O que as mulheres realmente querem? Parte II


Mulheres jovens actuais, que possuem mais experiência que as jovens do passado, têm procurado homens mais velhos. Desde a década de oitenta, as estatísticas mostram que um crescente fluxo de meninas em direcção aos chamados quarentões ou cinquentões, etc. A resposta é simples: o homem fica experiente mais tarde; acomoda a vida financeira mais tarde e faz sexo melhor mais tarde. O que é "fazer melhor"? O filme que leva o nome da pergunta diz algo.

No filme “Do que as mulheres gostam" (What women want), estrelado por Mel Gibson e Helen Hunt, e dirigido por uma mulher, Nancy Meyers, Mel Gibson faz o papel de um homem de meia idade que ganha um dom: ele escuta o pensamento das mulheres. Então, pode começar a satisfazê-las melhor – principalmente no amor, e na cama. Ainda que o filme seja uma comédia leve, a ideia básica é correta. O homem ideal, o quarentão ou cinquentão que hoje muitas meninas preferem, não é apenas o cara grisalho nas têmporas com posição social definida, mas é o homem que alterna harmoniosamente três personagens: galanteador inteligente e bom proseador; romântico e carinhoso e quase paternal em situações corretas; cafajeste no estilo de José Wilker com Sónia Braga na cama, exclusivamente na cama, no filme Dona Flor e seus dois maridos. "Na cama não há mulher honesta”, diria Nelson Rodrigues. E completaria, correctamente: "as honestas ficarão tristes e insuportáveis". As mulheres, principalmente as mais jovens, que gozam, querem ser tratadas como elas imaginam que esses homens mais velhos tratariam o que elas acreditam que sejam as mulheres que fazem bom sexo: as putas. Há um monte de fantasia nisso tudo. Mas é no acerto dessa fantasia, ou melhor, de cada fantasia, que está o sucesso da mulher, no dia seguinte, após o gozo. Pois é após o gozo, no dia seguinte, que essa máquina de produzir uma vida melhor vai começar a funcionar.

É claro que o homem mais velho, não raro, vem com um inconveniente: é casado! Mas se ele olha para uma mulher mais jovem, esta não deve desanimar e dizer "txii, tá inteirão mas é casado...". Quem é casado é quem casa novamente. Os solteiros quarentões? Esqueça!!! Esses não são bons amantes e não casarão. Passaram da idade. Se casarem agora, não farão bom papel. Inclusive, talvez, sejam gays – cuidado para não comprar gato por lebre, ou melhor, Lassie por Pitbull. O homem casado, que olha para mulheres mais jovens, é o que casa novamente. Ele, o quarentão ou cinquentão, quer uma mulher jovem, pois se ele olha para a jovem e a deseja, ele a quer mesmo e vai tentar satisfaze-la. Ela pode ficar tranquila. A esposa, mais velha, já está fora de combate.

As mulheres que gozam ainda titubeiam nisso, às vezes. Imaginam que vão ser feitas de bobas, pois o homem vai utilizá-las como amantes de conveniência. Ser amante é bom ou ruim. Isso pode ser bom em algumas situações, mas no decorrer do tempo, isso diminui as pessoas envolvidas e estraga tudo.

A ideologia social também atrapalha um pouco: mostra a mulher jovem como que querendo tomar o dinheiro do homem mais velho, apenas isso. Mentira. Na maioria das vezes a mais jovem está morrendo de medo da mulher mais velha, a dona da casa, com quem vai competir. O homem, na maioria das vezes, não procura divertimento, mas uma esposa – uma nova esposa (ainda que ele não admita isso). A que ele tem veio de um casamento de juventude, tem a idade dele, passou os dissabores de uma vida de trabalho - está marcada. A vida dele, agora mais velho, é melhor. Melhor ainda se ele tiver uma mulher jovem, aquela que não ficou com as marcas dos problemas financeiros, de trabalho, familiares que eles passaram (marcas essas que vão desaparecer se ela perceber que o casamento acabou, e que ela deve também procurar outro parceiro). Isso, é claro, também é válido para as mulheres mais velhas. E o movimento de busca de quarentões começa a ser observado agora, em certos sectores sociais, onde mulheres mais velhas desfilam com moços, sem que possamos muito distinguir idades pela roupa ou pelas feições. Casais de idades diferentes estão sempre felizes – repare nisso.

Essa troca de idades tem a ver com o melhor aperfeiçoamento da necessidade tríplice da mulher: sexo objectificado e “dark” ou quase isso na cama; romantismo após e antes do sexo; carinho e admiração social de dupla mão, na vida social. Isso foi bem observado nos Estados Unidos, agora as estatísticas mostram que também é um fenómeno mundial. Admiração do marido em relação à mulher e vice-versa é fundamental aqui. A troca de idades proporciona isso. Pois na parceria de idades diferentes, já de ponto de partida ambos se mostram orgulhos do parceiro que conseguiram: ela conseguiu o “tigrão”, ele conseguiu a “gatinha”. Esse ponto de partida que, é claro, deve ser apenas ponto de partida embora nunca possa morrer, é fundamental. A este ponto o casal saberá associar outros. A admiração da posição social, da inteligência, etc. - Paulo Ghiraldelli Jr

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