15 novembro 2006

SONETO DE TODAS AS PUTAS

Não lamentes, oh gaja, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putinhas rafeiras tem Maputo,
Milhões de vezes putas têm reinado:

Nina foi puta, e puta d'um político;
Vania por puta alcança tuberculose;
Tu, Olga, com toda a tua pose,
O teu corno não passa por honrado:

Essa d'Angola imperatriz famosa,
Que inda há pouco fudeu com dois
Entre mil porras expirou vaidosa:

Todas no mundo dão a sua rata:
Não fiques pois, oh gaja, duvidosa
Que isso de virgindade e honra é tudo peta*.

*Mentira

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