24 novembro 2006

Relações


Dicas de como conseguir namorada(o) existem muitas, em livros sobre sexo, manuais de conquista e até magias e produtos que garantem a satisfação sexual e deixam as pessoas apaixonadas. Aí todo gajo é o "macho-man" e as gajas são estrelas.

Conseguir uma namorada é fácil; esposa, mais fácil ainda. Difícil é terminar a relação, acabar o relacionamento sem aquele peso na consciência, sem àquele especial sentimento de culpa e a estranha sensação de fazer o papel de louco, idiota, fraco de espirito (se preferirem) da história.

Adiamos as conversações de: "sabes, é que eu... já... etc, etc, etc..." por algum tempo, às vezes por meses... Adiamos tanto que até “esquecemos” de acabar, para ver se a outra pessoa cria juízo e resolver a situação. Tem pessoas que acabam com uma facilidade relampago. Outros, manteigas derretidas, não conseguem sequer inventar uma viagem para pensar um pouco.

Não dá mais para dizer “volto já, vou comprar cigarros...” e sumir do mapa. Nos dias de hoje existe e-mail, telemóvel, rastreadores da vida alheia (fofoqueiros).... São os amigos da onça, claro, que sempre fazem questão de dizer para a dita cuja como você está bem… e bem acompanhado, eventualmente.

Como sou do tipo que gosto de dificultar a minha vida, quando chega o momento do anúncio fúnebre, do género: "epa, eu prefiro terminar nossa relação porque já não gosto de ti..." porque não prefiro ouvir: "Porque?" e ter que dar uma resposta do género: "já não tenho tusa por ti...", "conheci outra...", "gosto de outra..." ou "somos bastante diferentes e não quero ver o futuro disso..."... Epa, eu prefiro não dar estas respostas e dar a chance da outra pessoa subentender com o meu sumisso, fim da cumplicidade com o bandido! Quer dizer que prefiro ser chamado de louco, idiota e fraco de espirito do que enfrentar um final tragico... Tragico porque d'uma ou d'outra maneira vão te considerar sempre um cabrão, então porque facilitar indo falar o que e sobre que?

Uma coisa é certa, o segredo maior é nunca ser o responsável pelo decreto final. Podes até propor o fim do relacionamento, mas nunca fiques com a última palavra. Para chegar a este objectivo supremo, a receita é simples: Ao invéz de puxa-la para conversar e dar uma rápida aula de história, bem fundamentada. Deixa passar um tempo e quando passares por ela da-lhe um abraço e cumprimenta-lhe como se fossem bons amigos, do género: Oláááááááá, tudo bem? Por onde tens andado? Tas linda...! E assim fizeste o teu papel de bom menino.

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