30 novembro 2006

Minha culpa!


Minha culpa, sou realmente culpado. Por ser participante activo, no meu quotidiano. Perante as insistentes acusações de alegada imaturidade e má educação, tenho um grau de culpa/inocência um pouco contraditório.
Sou culpado de não ter juízo nenhum, de estar sempre a gozar com todos e principalmente com as gajas, de ser imaturo, irresponsável e egocêntrico. Digo palavrões em demasia, sou desbocado, e de uma maneira geral, quando estou inserido no meu círculo de amigos, sou um "bocadinho" insuportável.
Não me importo muito com os juízos de valor que as pessoas façam da minha pessoa. Não sou aquele gajo certinho, de comportamento puro e sinceridade exemplar (também não ando aí a partir montras).
Sou como sou, um pouco irreverente e “chato pra caralho”, mas não me considero má pessoa. Sinceramente, não acho graça àquelas pessoas ditas “normais”. Acho que lhes falta “chama” e irreverência. São muito “standard”, muito pãozinho sem sal.
Geralmente essas pessoas não são interessantes nem têm conversas cativantes. É sempre a mesma conversa. Intriga, fofoca, futriquice… foda-se!!!! Então e o sentido da vida, o amor, a incerteza do destino, a harmonia com o cosmos, o universo desconhecido que nos rodeia, o verdadeiro eu? Enfim, o que no fundo, realmente interessa.
Tirem-se os bens materiais e a vidinha casa-trabalho-casa, e sobram sacos vazios.
Pessoas treinadas a serem felizes, no fundo, com coisas e em contextos sem conteúdo edificante nenhum.
Gosto das pessoas sensíveis às coisas simples da vida (na maioria das vezes as melhores), que digam o que lhes vai na alma, que partilhem alegrias e angustias, que cultivem a riqueza interior, que amem o seu semelhante. Basicamente, que sejam seres humanos e não seres vazios, medíocres e de visão de vida limitada.
Sou adepto daquele rasgo de loucura ocasional, do gesto inesperado, da inspiração divina e de uma gotinha de subversão (não vamos querer ser carneirinhos, pois não?).
Não se pode levar a vida nem a nós próprios a sério, isto é tudo demasiado efémero para isso.
Se formos fieis a nós próprios e nos libertarmos de capas artificiais, a vida será sempre uma festa!

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